“OMISTERIOOTEMPOEMPOESIAS”

O músico, artista plástico e poeta Cacau Brasil lança, no próximo dia 08 de junho no Espaço Mariana Furlani Arte Contemporânea, o livro OMISTERIOOTEMPOEMPOESIAS. Fruto da exposição multimídia homônima, o livro é uma publicação das Edições Demócrito Rocha e contém, além de poesias, imagens das telas de Cacau Brasil.  Na ocasião, será inaugurada a exposição OMISTERIOOTEMPOEMPOESIAS, que permanecerá aberta a visitação pública até dia 29 de junho, dividida em quatro segmentos: mostra de telas, vídeo-instalação, pilares de poesia e performance cênico-musical. 

A exposição será montada em um ambiente de pouca luz e cores contrastantes, numa proposta de interatividade entre imagem, poesia, arte cênica e música. Afinal, como avaliou o artista plástico e poeta Mano Alencar, “a arte de Cacau Brasil é como a natureza, que não pede para ser bela, mas simplesmente o é. Uma beleza bruta, pura e natural, que arrasta os nossos sentidos”.           O livro OMISTERIOOTEMPOEMPOESIAS, uma junção de imagens e palavras, procura mostrar nas suas 80 páginas, a poesia existente no cotidiano de cada um. Embora inspirado na exposição, a obra “tem vida própria, existe por si só”, assegura Cacau Brasil, revelando que a poesia despertou em sua vida na infância, quando já sonhava em ser poeta. “Hoje – complementa - sonho com muitas coisas. Este livro representa a vivência da poesia no meu dia-a-dia”. 

EXPOSIÇÃO OMISTERIOOTEMPOEMPOESIAS:

Telas – a mostra terá 15 painéis em óleo sobre tela (técnica mista) com poesias escritas e símbolos universais em cores metálicas (cobre, ouro, prata). Placas de acrílico com poesias também figurarão neste ambiente, ao som de músicas selecionadas pelo artista. Vídeo-Instalação – com duração de sete minutos, o vídeo-instalação tem roteiro e direção de Cacau Brasil. Propõe uma vivência espacial, através da exibição em audiovisual, de símbolos, ambientes imaginários e animação que induz o espectador a ser o próprio personagem. A trilha sonora é assinada por Paulo Rafael. 

Pilares da Poesia – incentivando novas percepções, palavras formam pilares da poesia, em luz negra. Um corpo feminino representa uma escultura com marcas de símbolos e letras, que será observada sob a perspectiva dos pilares.   Performance Cênico-Musical –  utilizando técnicas de teatro de rua, acontecerá fora da estrutura da exposição. O texto, poético e provocativo, foi escrito por Cacau Brasil, para seu sétimo espetáculo teatral.  

QUEM É CACAU BRASIL:  

Cantor e compositor mineiro radicado no Ceará, Cacau Brasil é um estudioso da cultura popular brasileira, em cuja obra promove uma mistura de afoxé, maracatu, coco e frevo, entre outros ritmos pesquisados em viagens pelo Brasil e no exterior.  Sua discografia reúne os CDs: Cor da Terra - trabalho autoral poético, gravado em 2002 e editado pela gravadora Circuito Musical;  Visionário (2005),  trabalho que resultou em turnê por vários estados brasileiros, impulsionou sua carreira no exterior e contou com a participação especial de Dominguinhos e Pantico Rocha, responsável pela produção musical; Imaginário (2007), que traz a pluralidade e alegria da música popular brasileira, com produção de Paulo Rafael e  participação especial de Alceu Valença, Mauricio Oliveira, Ednardo, Vicente Barreto e outros.  

Este ano Cacau Brasil vem trabalhando o DVD e CD Acordes pro Mundo, já apresentado em janeiro no Festival de Midem, na França, um dos mais importantes eventos fonográficos mundiais. Com músicas já gravadas e composições inéditas, têm a participação dos parceiros Alceu Valença e Flávio Venturini, dos percussionistas senegaleses Alboury Dabo e Cherifo Sisokro e do Corpo do Ballet Oficial da Macedônia. 

EDR na 1ª Feira das Editoras Universitárias

As edições Demócrito Rocha participam da 1ª Feira do Livro das Editoras Universitárias, que acontece, esta semana, de quarta e sexta-feira, no saguão do prédio das faculdades de História e Geografia da Universidade de São Paulo.

Com promoção e realização da Editora da Universidade de São Paulo (Edusp) em parceria com a Associação Brasileira de Editoras Universitárias (ABEU), na primeira edição da Feira do Livro das Editoras Universitárias os livros expostos poderão ser vendidos com descontos entre 30% a 70%.

“Queremos mostrar que o livro publicado por editoras universitárias é tão bom quanto qualquer outro”, afirma o presidente da ABEU, Valter Kuchenbecker. “O que falta aos livros de nossas editoras é o que inexiste no mercado editorial de uma maneira geral, ou seja, um aperfeiçoamento na distribuição nacional das obras”.

Apostando na realização de eventos como a 1ª Feira do Livro das Editoras Universitárias, Plínio Martins Filho, presidente da Editora da Universidade de São Paul, garante ser “a forma que as universidades encontraram de travar contato direto com seu público preferencial, aquele que circula no ambiente onde essas publicações são pensadas e produzidas”. 
Além das Edições Demócrito Rocha, estão confirmadas as participações das edições UESB, EDIFIEO, EDIPUCRS e das editoras Discurso Editorial,   Anhembi-Morumbi, Argos, Mackenzie, PUC-Rio, UFMG, UFPR, Ulbra, Unesp, Unicamp, Unisinos, Univali, EDUC, EDUCS, EDUEL, Edufal, EDUFBA, EDUFES, EDUFF, EDUFPA, EDUFSC, EDUFSCAR, EDUFU, EDUNEB, Edunisc, Edusc, Edusp, Embrapa, Humanitas, Imprensa Oficial, Metodista e PUC-Minas.

EDR tem livros no Catálogo de Bolonha

A Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil/ FNLIJ, seção brasileira do International Board on Books for young People-IBBY, acaba de selecionar noventa e seis entre todos os livros infantis e juvenis publicados no Brasil em 2007. As obras passam a constar no 45th Bologna Children’s Book Fair 2008, o concorrido Catálogo de Bolonha e poderão ser adquiridas no stand da Feira que anualmente leva o melhor da literatura infanto-juvenil brasileira para a Itália.Dentre os títulos selecionados, dois são publicações das Edições Demócrito Rocha - o infantil Padre Cícero, o Santo do Povo – biografia em cordel para crianças, de autoria de Arievaldo Viana, com ilustrações de João Pedro e Arlene Holanda e o juvenil Vende-se uma família, de autoria de Socorro Acioli, ilustrado por Suzana Paz, destacado, adicionalmente, com o selo Altamente Recomendável.As obras são selecionadas por Comissão formada por especialistas em literatura infantil e juvenil, que indicam os melhores livros editados a cada ano. Os escolhidos são organizados em catálogo, publicado em inglês, e representam o Brasil na Feira de Bolonha, o mais importante evento de literatura infanto-juvenil da Itália.

Descobrindo Russas

Descobrindo Russas

“A história de um município é construída todos os dias, pelas pessoas que ali viveram e vivem. As paisagens, que foram se transformando ao longo do tempo, são resultantes das ações humanas sobre meio ambiente. Entender essas transformações é fundamental para a formação de cidadãos críticos e conscientes, conhecedores de seus deveres e direitos, capazes de atuar positivamente na construção de uma sociedade mais justa”. É o que defendem os professores Adriana Ribeiro, Francisca Valfísia, Hider Júnior e Lúcia Silva, autores do livro Descobrindo e Construindo Russas, que será lançado dia 21 deste mês, às 19h30min, no Centro Cultural Padre Pedro de Alcântara, no município de Russas, a 162 km de Fortaleza.

Publicada pelas Edições Demócrito Rocha, em parceria com a Prefeitura Municipal de Russas, a obra faz parte da série Construindo o Ceará e foi escrita com o objetivo de dar aos estudantes de Russas a oportunidade de estudar e conhecer a História e a Geografia do município onde moram. Aborda temas como a cidade, sua relação com a paisagem, a colonização, a sociedade e o trabalho, o meio ambiente, patrimônio histórico e cultural, educação e cidadania.

Através de fotos, mapas, ilustrações e gráficos os autores propõem aos alunos uma viagem, para juntos descobrirem mais sobre os edifícios históricos, os folguedos, as paisagens e os patrimônios material e imaterial, a fim de que passem a cuidar e proteger melhor o seu município.

Quem são os autores:

Adriana Ribeiro de Lima – graduada em História/UECE, mestranda em História Social/UFC, professora da rede municipal de ensino de Russas; secretária de Cultura, Esporte e Juventude de Russas.

Francisca Valfísia da Silva – graduada em Geografia/UECE, especialista em Meio Ambiente/UECE, professora das redes estadual e municipal de ensino.

Benedito Hider Albuquerque Lima Júnior – graduado em História/UECE, cursando especialização no ensino de História e Geografia/IVS.

Lúcia Maria da Silva – graduada em História/UECE, especialista em Educação Ambiental/UECE, cursando especialização no ensino de História e Geografia/IVS, professora da rede municipal de ensino de Russas.

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A idéia da cearensidade

A idéia de cearensidade 

Complicado trabalhar com a idéia de cearensidade.

Estamos sempre a um passo do reforço do estereótipo.

Sem querer ser pedante, lembro Barthes quando falava que um tomate, um pimentão e um pacote de macarrão significavam a italianidade.

Encontramos a arabidade na novela O Clone. A brasilidade estaria no carnaval e no futebol, na feijoada e na caipirinha?.

O estereótipo como fôrma, o molde da oficina tipográfica passou a ser a construção ideológica por excelência. É o que não se questiona.

Ganha foro de verdade absoluta, se impõe como tal.

E o que seria cearensidade?

 

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Regulamento do Prêmio Horácio Dídimo de Incentivo à Leitura

 

Prêmio Horácio Dídimo de Incentivo à Leitura 

Nas Asas da Leitura – Prêmio Horácio Dídimo de Incentivo à Leitura – é um concurso que promove a leitura nas escolas do Brasil. Seu objetivo é despertar o interesse pela leitura e a escrita como algo prazeroso para nossas crianças.  Um dos nossos mais talentosos contadores de histórias, autor de vários livros, Horácio Dídimo é um nome de referência para a literatura cearense e brasileira. Especialista em Monteiro Lobato – seu livro Ficções Lobatianas é resultado de sua tese de Doutorado pela Universidade Federal de Minas Gerais - ele segue a linha evolutiva da fantasia, proposta pelo criador da boneca Emília. Membro da Academia Cearense de Letras e professor aposentado da Universidade Federal do Ceará, Horácio Dídimo tem seis títulos publicados pela EDR. O primeiro, Historinhas Cascudas, homenageia o folclorista Luís da Câmara Cascudo. Já As Reinações do Rei, As Historinhas do Mestre Jabuti, O Passarinho Carrancudo, Festa do Mercadinho e A Escola dos Bichos, desvendam o universo do autor, que escreve livros em que não faltam reis, dragões e bichos contadores de histórias tão bem quanto ele.  Leia o resto desta notícia »

Cearense, sim senhor

 Cearense, sim senhor.

ESTIVE em Fortaleza para uma feira de livro. Revivi lembranças do Ceará,  principalmente da mocidade, nos Congressos de Escritores e de Poesia, no  Grupo Clã e com velhos amigos intelectuais -muitos já se foram. Aquele Ceará das secas e lamentações não existe mais. Diz-se que o Brasil  não tem um livro símbolo, assim como é o “Quixote” para a Espanha.

Chegaram a propor que fosse “Os Sertões”, de Euclides da Cunha, mas não  pegou. Ele foi quem primeiro apreendeu o sentimento do Nordeste. No seu  tempo, não se chamava assim, e a região que ele radiografou -Canudos- era  consagrada como sertões. Sobre o sedutor tema já tinham escrito muitos  brasileiros, como Afonso Arinos (o velho) e Coelho Neto. Euclides cunhou  aquele “o sertanejo é antes de tudo um forte”, que virou chavão, e o  cearense passou a ser o paradigma desse homem cabeça-chata, ousado e  valente.

 O Ceará, já escrevi, tem um solo árido e marcado pelas secas famosas -a  última delas, e talvez não a pior (1915), consagrada no “Quinze”, de nossa  Rachel de Queiroz-, mas tem uma riqueza extraordinária: o cearense. A  aspereza do clima e da terra, a alternância das noites frias e dos dias  quentes, secos e úmidos, a necessidade de lutar por tudo, da água à

comida, das vestes aos caminhos da caatinga, deu-lhe uma alma de resistência e realismo. Ele não tem aquela solidão leniente e melancólica dos sertanejos do Brasil Central. Tornou-se um povo andante e empreendedor. Transformou pedra em casa.
Outrora falar Ceará era falar de chuva e seca. Era a saudação de chegada: “Está chovendo?”. Uma vez a fiz no aeroporto a um despachante, e o espírito otimista do cearense, com algumas chuvas já caídas, me respondeu: “Doutor, está morrendo sapo afogado”. Hoje se discute turismo, a siderúrgica, os grandes empreendimentos e, para surpresa minha, o forte movimento cultural e editorial que ali se processa, com excelentes escritores.

Em 1947, na primeira vez que saí do Maranhão, foi para uma reunião de intelectuais no Ceará. Fran Martins, Aluísio Medeiros, Antonio Girão Barroso e outros lideravam o movimento neomodernista, que

em cada Estado tinha um grupo -no Maranhão, Tribuzzi, eu, Ferreira Gullar, Burnett e uma rapaziada boa. Hospedei-me na pensão Sobral, rua Senador Pompeu.

Agora (tantos anos!), quis fazer um roteiro sentimental. Hoje, arranha-céus, avenidas, turistas, camelôs. Nada mais existe da pensão Sobral, a não ser dentro de mim. Restam os “verdes mares bravios”, de Alencar. E o “oco do tempo”, como chamava o Patativa do Assaré, agora homenageado pelas belas coleções “Demócrito Rocha”, feitas por Albanisa Lúcia Dummar Pontes. Mas não mudou a riqueza que é o cearense, sim senhor.

José Sarney*

 

 

* O artigo, publicado no Jornal Folha de São Paulo, foi escrito pelo Senador José Sarney (PMDB), que esteve em Fortaleza para lançar, no Ideal Clube, o livro A duquesa vale uma missa (editora Arx). O Senador estava hospedado no Hotel Gran Marquise, dia 10 de novembro deste ano, local e data em que aconteceu o II Seminário Nas Asas da Leitura, realizado pela Fundação Demócrito Rocha.

Seminário discute a leitura como expressão de cidadania

A Fundação Demócrito Rocha realiza neste sábado, 10 de novembro, no Hotel Gran Marquise, o II Seminário Nas Asas da Leitura - promovendo a qualidade da literatura infanto-juvenil. Conferências, debates, oficinas, lançamentos de livros e show musical, compõem a programação do evento, que é destinado a profissionais da área de educação infantil, de escolas públicas e particulares do Ceará.

O evento, que objetiva promover a leitura como expressão da cidadania, analisando o potencial literário e educativo dos títulos das Edições Demócrito Rocha, agrega oficinas de leitura, de produção textual e ilustração, a fim de identificar as diferentes dimensões do ato de ler, compreendendo a leitura como entretenimento e instrumento de aprendizagem, para conteúdos diversos e discussão de valores.

 O II Seminário Nas Asas da Leitura - promovendo a qualidade da literatura infanto-juvenil, lançará a 2ª edição do Prêmio Horácio Dídimo de Incentivo à Leitura. Concorrerão ao mesmo professores de educação infantil, de escolas públicas e particulares do Ceará, que realizarem atividades ou projetos educacionais na escola, durante o ano letivo de 2008, utilizando livros didáticos e de Literatura Infanto-Juvenil publicados pelas Edições Demócrito Rocha. Serão selecionados os três melhores trabalhos com premiação para os professores, alunos e escolas.   

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